O ministro Juca Ferreira participou na manhã desta quinta-feira (14) da sessão de encerramento do XXVII Fórum Nacional A hora e a vez do Brasil. O encontro, que aconteceu no Rio de Janeiro, discutiu, durante a semana, estratégias para o desenvolvimento do país. Foram abordados temas relacionados aos setores econômicos, sociais e culturais. Juca ressaltou a capacidade de o setor cultural gerar riquezas e desconcentrar o desenvolvimento brasileiro – "estamos falando de um mercado na mais franca expansão em um mundo em crise, e para o qual ainda não nos organizamos para nele competir", disse o ministro durante o discurso.
 
Exemplo citado pelo ministro, a Cidade Multimídia, em Montreal, no Canadá, em poucos anos tornou-se referência na área de videogames e exportou o modelo de negócio para o resto do país, que hoje ocupa o terceiro lugar desse tipo de indústria no mundo, atrás apenas do Japão e Estados Unidos. "É uma cadeia de produção que fatura mais que o cinema e que obtém o dobro do lucro que a música".
 
As dificuldades de entendimento do conceito de economia criativa e, até mesmo, de delimitar onde começa e termina o processo criativo de determinada atividade econômica, de acordo com o ministro, são aspectos que ainda impedem a elaboração de estratégias para o setor no Brasil. Essas dificuldades explicam também a precariedade das estatísticas e dos indicadores para esse segmento. Mas mesmo com poucas informações, disse o ministro Juca, é possível perceber a força e as deficiências desse segmento.
 
Números da Organização das Nações Unidas (ONU) citados pelo ministro indicam que a economia da cultura já representa 7% do PIB mundial. No Brasil, pesquisa realizada pelo IBGE há dez anos mostra que as famílias gastam 7% do orçamento no consumo de bens e produtos culturais. Para a Conferência das Nações Unidas Sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), a produção cultural brasileira corresponde a 2,84% na composição do PIB nacional.
 
O evento, promovido pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), foi presidido pelo  ex-ministro do Planejamento (1969-1979), João Paulo dos Reis Velloso. Antes do ministro Juca Ferreira, falaram o produtor cultural Rodolfo Athayde, o roteirista e diretor de cinema e teatro Moacir Góes, o diretor de cinema Luiz Carlos Barreto (Barretão) e a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro Marlene Soares dos Santos. 
 
Após o encerramento do Fórum, o ministro Juca Ferreira se reuniu com reitores de universidades públicas do Rio de Janeiro.
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

 

 
   
   
   
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