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A exposição “RETROSPECTIVA GRAVADA” do artista plástico e xilogravurista Stênio Diniz apresenta uma série de suas principais obras,
datando cronologicamente os seus 40 anos de fazer arte.
Natural do Cariri, seus trabalhos viraram referência no Brasil e no exterior.
Na mostra estarão expostas obras que propiciarão ao espectador trafegar pelas diversas fases do artista.
Abertura: 03/12/2009 as 19h00 no Espaço Cultural Correios – Agência Central
Visitação: 04/12/2009 à 16/01/2010 das 9h00 as 17h00
Palestra com o artista: 07/12/2009 as 10h00
Rua Senador Alencar, 38 Centro
60.002-900 - Fortaleza – CE
Fone: 85 3255.7264
Informações e agendamento de visitas guiadas:
85 9951.1056
e-mail: vivi_rodrigues@hotmail.com
A cultura do Cariri mais uma vez era atração em todo mundo, com 27 m a estátua do Padre Cícero era a segunda maior do Brasil e a terceira do mundo. A literatura de Cordel uma das mais autênticas manifestações da cultura popular nordestina era a maior comunicadora dos fatos ocorridos na região, no Brasil e no mundo, estava iniciando a década de setenta e uma explosão cultural Caririense, a religião e a arte eram destaques dos acontecimentos. Rua Santa Luzia no centro da cidade de Juazeiro do Norte. A gráfica de José Bernardo da Silva era palco de poetas importantes como Expedito Sebastião, Patativa do Assaré e outros. Stênio Diniz teve extraordinária influência dessa representação, considera-se que começou trabalhar muito cedo na gráfica do seu avô como juntador de papel aos cinco anos de idade, posteriormente compositor gráfico e impressor. Precisamente em 1970 Stênio grava suas primeiras gravuras para a literatura de cordel, vindo com o passar dos tempos a ser um dos mais importantes xilogravadores do nordeste. Em 1972, em Brasília, faz sua primeira individual, nessa época suas xilogravuras mostram um vigoroso traço advindo da mais pura e autêntica escola de gravadores populares como Valderedo Gonçalves, Damásio Paulo e mestre Noza. A partir de 1973 a obra de Stênio sofre forte influência de artistas modernos europeus conforme comentário do artista. No ano de 1975 sua obra tem extraordinária transformação a partir de obras executadas com a parceria da artista plástica Mariza abordando temas regionais como a seca nordestina e um forte apelo pela anistia a presos políticos da ditadura militar. Essa parceria com Mariza se reflete na proposta que o artista apresentou na XIV Bienal de São Paulo em 1977 com o título “prisão como conseqüência de emigração”. O projeto era apenas para driblar os sensores da ditadura militar, o que ele queria mesmo era mostrar ao mundo a atrocidade militarista. A intenção do artista não foi alcançada, sua obra foi censurada, 5 painéis de 3X2m. Nos anos 80 o artista faz sua primeira viagem a Europa a convite da universidade de Colônia na Alemanha. Com mais de 12 viagens a Europa e várias exposições o xilógrafo, pintor, poeta e compositor Stênio Diniz é autodidata em todas as suas expressões que executa. A sua esmerada dedicação a arte rendeu-lhe em 2008 o título de mestre da cultura concedido pelo governo do Estado do Ceará. Hoje residindo em sua terra Natal, Juazeiro do Norte, o artista luta junto aos poderes públicos para manter viva a gráfica Lira Nordestina patrimônio do povo Brasileiro.
Bosco Lisboa
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